2010 - Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social

Em 2007, a taxa de risco de pobreza para a população portuguesa era de 18%. Valor que se mantém estável desde 2005.

Para o mesmo ano, o limiar de pobreza correspondia a 406 euros/mês (4 878 euros anuais). O grupo das mulheres, assim como a população mais jovem e as pessoas idosas (+ 65 anos) apresentam-se como os grupos mais vulneráveis às situações de pobreza. Em 2007 a taxa de risco de pobreza para as mulheres foi de 19%, para as pessoas com menos de 17 anos, a taxa foi de 21% e para as pessoas idosas de 26%.

Em termos de agregados familiares, verificou-se, para igual período, uma taxa de risco de pobreza elevada (31%) para as famílias unipessoais (apenas um adulto). Esta situação é mais grave quando esse adulto é uma mulher (33%) ou uma pessoa idosa (34%).

É de destacar igualmente um aumento da taxa de risco de pobreza em dois pontos percentuais (20%) para os agregados familiares com crianças a cargo. Se estes agregados forem monoparentais, a taxa de risco de pobreza agrava-se para 39% e se estiverem em causa famílias numerosas (2 adultos e 3 ou mais crianças) a percentagem é de 32%.

Portugal é dos países onde a desigualdade em matéria da distribuição de rendimento é bastante significativa. Em 2008, 20% da população com maior rendimento recebia aproximadamente 6.1 vezes o rendimento dos 20% da população com o rendimento mais baixo.

A condição perante o trabalho é um dos indicadores que detém um impacto significativo na taxa de risco de pobreza. Segundo os EU-SILC (Inquérito às Condições de Vida e Rendimentos das Famílias) 2008, a taxa de risco de pobreza dos trabalhadores é de 12%, sofrendo alterações quando está em causa a população sem emprego residente no país (25%).

Segundo os dados do INE, a taxa de desemprego no 1º trimestre de 2010 foi de 10,6%. Por comparação com o trimestre anterior, verificou-se um aumento de 0.5 pontos percentuais e relativamente ao período homólogo de 2009, o aumento foi de 1.7 pontos percentuais. O número de desempregados foi estimado em 592,2 mil indivíduos, verificando-se um acréscimo de 19,4% face ao trimestre homólogo e de 5,1% face ao trimestre anterior. Este aumento foi bastante sentido entre as pessoas do sexo masculino; das pessoas com 45 anos ou mais e dos 35 aos 44 anos; com níveis de escolaridade completo (3º ciclo do ensino básico); desempregados à procura de novo emprego provenientes essencialmente do sector da indústria, construção, energia e água e dos serviços e à procura de emprego há 12 meses ou mais.

A população empregada (5 008,7 mil pessoas), por sua vez, sofreu uma diminuição face ao trimestre anterior de 0,3% e registou um decréscimo homólogo de 1,8% (abrangendo 90,4). Este decréscimo foi significativo junto dos indivíduos do sexo masculino, com idades entre os 15-34 anos (77,2 mil pessoas) e 35-44 anos (20,0 mil pessoas). Ao nível dos trabalhadores por conta de outrem, diminui o número dos que possuíam contrato de trabalho sem termo e aumentou os que tinham contrato de trabalho a termo. Houve igualmente uma diminuição de trabalhadores a tempo completo.


Página inicial   ·   Adicionar aos favoritos
desenvolvido por Bizview - Sistemas e Comunicação